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CARTA DO MANOEL DE BARROS

Querida Roseana,

Gosto do poema da página 8, pelo qual me sinto homenageado, e gosto ainda porque sou um ser de esperança e porque gosto do meu trabalho de carregar água na peneira. A água rende muito. Quero agradecer encantado o Manual da Delicadeza.

Sabe, Roseana, na capa do livro há uma casinha, um rancho quase em ruínas. E no rancho, quase em ruínas, há uma janelinha amarela. Amarela de sol*. Me lembrei de como os nossos índios Terena chamam essa cor. Eles dizem: Amarelo, sangue do sol. Azul, sangue do céu, etc.

Abraço carinhoso,


Manoel de Barros
* Ps: Nas ruínas ainda entra sol!
 
Vinhetas: Roger Mello, Jardins, Ed. MANATI
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