Sou professor de Língua e Literatura para o Ensino Médio há quase 20 anos. Sempre namorei seus poemas, mas, confesso, apaixonei-me por eles há um dois anos. O casamento veio... rsrsrssss...
Sempre que posso, lá vai um poema seu em minhas aulas... minha garotada parece se encantar.
Em estudo recente sobre a "palavra" do poeta, trabalhando "A palavra mágica", de Drummond, uma janelinha abriu-se em minha mente e... lá estava "Receita de acordar palavras"!... A intertextualidade soprou de forma suave, simétrica, com harmonia... As inferições surgiram daquelas cabecinhas de 15 anos de uma forma muito gostosa... refletiram sobre que metáforas escondiam-se flores, facas, pétalas... O véu translúcido foi caindo aos poucos... Em "sopro", buscamos relações com Ezequiel, cap. 37 (O Vale de Ossos Secos) e Gênesis, cap. 2 ("E Deus soprou nas narinas de Adão"). Depois de inflar os conhecimentos, trabalhar todas essas habilidades, a compêtencia quanto aos possíveis significados de "desencantar", de "soprar" o "fôlego de vida literária" na palavra que "dorme na sombra de um livro raro", para que alçasse "voo" como pássaros e encontrassem seus caminhos, acendeu-se como os primeiros raios da luz da manhã...
Obrigado por você existir!...
Um abraço,
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